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segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Argumento Consequente Contra o Calvinismo

Argumento Consequente Contra o Calvinismo[1]


1. (Premissa) Se p é verdadeiro, e eu não posso evitar de fazer p, e se p então q, logo eu não posso evitar de fazer q.
(cf. Finch and Warfield's modified beta)

2. (Premissa) Se o calvinismo é verdadeiro, e Deus soberanamente deseja p, logo eu não posso evitar que Deus deseje soberamente p.

3. (Premissa) Se o calvinismo é verdadeiro, então eu faço A somente se Deus soberamente deseja que eu faça A.

4. Deus deseja soberamente p então p.

5. Portanto, Se o calvinismo é verdadeiro e eu faço A, então eu não tive como evitar minha escolha por A (1,2,3 e 4)

6. (Premissa) Eu não sou responsável por aquilo que não poderia ter sido evitado.

7. Portanto, se o calvinismo é verdadeiro, eu não sou responsável por qualquer coisa que eu faça.

8. (Premissa) Eu sou responsável por algo que eu faço.

9. Logo, o calvinismo é falso.






[1]Fonte:  < http://alexanderpruss.blogspot.com.br/2010/11/consequence-argument-against-calvinism.html. >
 Agradeço ao amigo Lucas Martins pela ajuda na correção gramatical

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

A EVIDÊNCIA BÍBLICA PARA O CONHECIMENTO MÉDIO

*Tradução: Douglas Ferreira da Silva
Porque sugiro que Deus tem conhecimento médio? Basicamente, duas categorias podem ser consideradas aqui: bíblica e teológica. No século 16 teólogos perceberam que tinham boas razões bíblicas para asseverar que Deus possui conhecimento médio. Um dos muitos  textos  citados foi 1 Samuel 23: 6-13:

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Van Inwagen e o Argumento da Consequência contra o compatibilismo

Entre os argumentos recentes no debate sobre livre-arbítrio e determinismo, um dos mais famosos é o argumento da consequência de Peter van Inwagen, que pretende mostrar que o combatibilismo é falso. O compatibilismo é a visão de que todas as nossas ações poderiam ser totalmente determinadas pelas leis da física mas que, ao mesmo tempo, poderíamos ter livre-arbítrio no sentido necessário para a responsabilidade moral. Van Inwagen introduz a essência desse argumento perto do início do seu livro sobre livre-arbítrio e depois oferece três versões técnicas detalhadas dele. Incluímos aqui apenas a versão simples e a primeira formalização técnica (que pretende mostrar eu, sob o determinismo, nunca agiríamos de nenhuma outra maneira que não seja a maneira pela qual agimos).

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Deus, tempo e eternidade (Parte I)

*William Lane Craig

É um grande prazer estar aqui, e fiquei particularmente feliz que Walter tenha mencionado a Sociedade Filosófica Evangélica [Evangelical Philosophical Society]. Deus tem realizado uma obra notável no campo da filosofia no âmbito anglo-americano, e o crescimento da Sociedade Filosófica Evangélica é apenas uma evidência disso. Trouxe comigo alguns exemplares do nosso periódico Philosophia Christi, para quem quiser conhecê-lo mais de perto. Recebemos tanto a membros associados como a membros efetivos na Sociedade. Os dois tipos de membresia incluem uma assinatura do periódico; portanto, convido-os para depois darem uma olhada nele, se tiverem interesse.

Deus, tempo e eternidade (Parte II)

*William Lane Craig

E quanto à temporalidade divina? Permitam-me partilhar com vocês dois argumentos favoráveis à temporalidade divina. O primeiro é o argumento baseado no relacionamento causal de Deus com o mundo. Para entendê-lo, é preciso antes compreender a diferença entre mudança intrínseca e extrínseca. Algo muda intrinsecamente se uma de suas propriedades, isolada do relacionamento com qualquer outra coisa, mudar. Por exemplo, uma maçã durante a maturação muda de verde para vermelho. Essa é uma mudança intrínseca à maçã. Algo muda extrinsecamente se mudar nas suas relações com algo mais. Por exemplo, eu já fui mais alto do que meu filho John, agora sou mais baixo do que ele, não por causa de alguma mudança intrínseca em mim, mas em razão de uma mudança intrínseca nele. Ele ficou mais alto. Eu fiquei mais baixo do que John sofrendo uma mudança extrínseca. Com relação à minha altura, permaneci intrinsecamente imutável, mas sofri uma mudança extrínseca com relação a John, já que agora, devido ao crescimento dele, eu estou numa nova relação, qual seja, menor do que, uma vez que antes eu tinha uma relação diferente com meu filho John, maior do que. Assim, pois, sofri uma mudança relacional ou extrínseca.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

O Conhecimento de Deus implica Fatalismo?

* Agradecimentos especiais.

por Jonathan Sarfati

Um anti-teísta (ateu revoltado com Deus) alegou, na página do CMI no Facebook, ter um argumento devastador contra o Deus da Bíblia: que a Onisciência de Deus é incompatível com a livre escolha.