domingo, 5 de julho de 2009

Estou de Volta!!!

Queridos e amados irmãos,estou de volta!Este tempo parado nada mais foi que falta de tempo devido a alguns problemas que tive pra resolver.O coração estava com muita saudade!Agradeço todo o carinho e orações dos amados irmãos que me enviaram até e-mail.Deus abençoe a todos!!!
Em breve o blog estará mudado e com novidades!!!O próximo blog vem aí.Aguardem!!!
Recebi um e-mail muito interessante do irmão Carlos Roberto e vou compartilhá-lo com os irmãos agora! Vou postá-lo na íntegra.Espero que leiam e reflitam.É muito importante!
Com amor de Cristo,Sandro Oliveira.


IDOLATRA! EU?

CONCEITOS E VALORES

Eu sou o Senhor; este é o meu nome a minha glória, pois a outrem não darei, nem o meu louvor à imagens de escultura

Isaias 42 :8

Para os evangélicos o conceito de “idolatra” se aplica literalmente às práticas do catolicismo nas suas relações de fé quando adotam imagens para se interporem nas formas de culto e de relacionarem com Deus. É exatamente assim, os “crentes” pensam exatamente desta forma e relacionam diretamente uma coisa com a outra sem darem conta de que o fato é muito mais abrangente do que imaginam.

Mas, e você se considera um “idolatra”? Com certeza absoluta sua resposta será não. Eu! Idolatra? Imagina, não confunda as coisas. Mas, você tem a “plena convicção” que não é um idolatra? Provavelmente a sua resposta possa ser sim, mas continuo a insistir, o que você define por “idolatria”? Espero que depois do que vou tratar aqui você possa chegar a uma conclusão: “Preciso mudar meus atos diante de Deus”.

Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio arquiteto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele. Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo...” - I Coríntios 3:10 e 11.

Para a maioria dos evangélicos e isto vem de longe, “idolatria” reside apenas o fato de pessoas “adorarem imagens de escultura” feitas por mãos humanas, motivo esse que sempre foi o principal ponto de divergências com o catolicismo. No entanto, diante dos absurdos que temos visto dentro das igrejas evangélicas, podemos sem nenhum constrangimento ou medo de cometer heresia, questionar até que ponto a “IDOLATRIA”, ainda que praticada de forma diferente, têm sido uma realidade assustadora entre nós. Durante séculos os cristãos “evangélicos” têm vivido na defensiva imputando aos outros segmentos religiosos a prática da “idolatria”, isto porque estes grupos inseriram em suas práticas e rituais de culto o uso direto e obrigatório de imagens de escultura. Assim, objetivamente os crentes classificam as pessoas que prestam culto através de um objeto qualquer como “idolatra”, o que não é errado, mas também não é o a única forma de se desviar do verdadeiro sentido de “cultuar a Deus”.

Para fugirem da sentença de condenação eterna e divina imposta pela santa “lei de Deus”, a Igreja Católica serve-se de “sutilezas teológicas” a fim de ludibriar os fiéis. Dizem e vivem a repetir os fâmulos católicos que os protestantes não levam em consideração a diferença entre “venerar” e “adorar”, argumentam ainda que o culto de adoração é prestado somente a Deus, mas que prestam um culto de veneração às imagens, às relíquias aos santos e a Virgem Maria. Dizem: O católico venera os santos, não as imagens, mas o que elas representam, assim como sentimos amor por uma pessoa querida ao ver a sua foto. Veja que neste exemplo não sentimos amor pela foto, mas pela pessoa que nela está representada.

De fato, para o catolicismo "a honra prestada a uma imagem se dirige ao modelo original", e quem venera uma imagem venera a pessoa que nela está esculpida ou pintada. A honra prestada às santas imagens, dizem, é uma "veneração respeitosa", e não uma “adoração”, que só compete a Deus. Como dizia John Wycliff e Savanarola, este último cuja voz de protesto foi sufocada pelas “fogueiras inquisitoriais”: “Eles adoram, com efeito, no sentido próprio da palavra, as imagens, pelas quais sentem uma afeição especial” - A Imagem Proibida pág. 280

Frei Basílio Rower, em seu “Dicionário Litúrgico” na pág. 15 sobre o verbete: “Adoração da Cruz”, comenta: “A ADORAÇÃO DOS SANTOS E DE SUAS RELÍQUIAS E IMAGENS CHAMA-SE GERALMENTE VENERAÇÃO.” (ênfase do autor)

Bastaria uma consulta a de nossos dicionários para desmascararmos esta suposta diferença, esta distorção dos fatos, pois venerar e adorar são “sinônimos” sendo que venerar é palavra “latina” e adorar é palavra “grega” tendo o mesmo significado. Sendo assim, o dicionário coloca acertadamente “adorar” no mesmo patamar de “venerar”. Mas os católicos insistem em fazer vistas grossas a este fato e saem pela tangente com o argumento de que adorar e venerar pelo dicionário da língua portuguesa, nos dias atuais, não têm qualquer diferença. Mas, não se esqueça de que a nossa fé tem mais tempo do que a história de Portugal e Brasil. Na literatura católica, por “conveniência” e apenas por ela, há distinção entre adorar - latria - e venerar - dulia - mas, como eles mesmos admitem e qualquer católico poderá conferir, “adorar” é o mesmo que “venerar” e isto é uma pedra de tropeço para a teologia católica.

O problema fundamental é que ninguém em pleno século XXI vai “admitir” que adora uma imagem. É algo repugnante à moderna mente tecnológica de nosso século. Acontece que entre a teoria e a prática, há, no entanto, um grande abismo. E é este abismo que tem levado muitas pessoas ao engano e a se posicionarem numa estratégia de defesa argumentando que no culto que prestam a “idolatria” está excluída e que vivem em função de adorarem somente a Deus.

O que seria “idolatria”? Apenas o fato de alguém adorar a imagens? Obviamente que não! Ela não se resume a tão pouca coisa, IDOLATRIA é tudo aquilo que “substitui” a Pessoa de Jesus Cristo na vida de uma pessoa. A referência Bíblica apresentada por Paulo nos ensina que ninguém pode lançar outro fundamento além do que já foi posto, que é Cristo. Quando passamos a lançar outros fundamentos que não seja Jesus, logo estamos tentando substituí-lo e por isso nos tornamos IDÓLATRAS.

As igrejas evangélicas não possuem imagens de “santos” nem de outros deuses o que é natural, mas praticam a idolatria devido a tantos outros “fundamentos” que se têm lançado. Por esta razão Paulo faz um alerta: “Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo” - II Coríntios 11:3. E como nós evangélicos temos nos afastado da simplicidade que há em Cristo! Como temos idolatrado tanta coisa com a maior naturalidade. Via de regra ouve-se um irmão de fé afirmando categoricamente: ”Eu adoro isto”! Viva o chocolate!

Como se tem lançado neste tempo tantos outros fundamentos fora de Cristo e por isso, muitos de nós tem se tornado “idólatra” na concepção da palavra. É fácil constatar isso mediante os “falsos ensinos” e “heresias” que estão se alastrando como praga no meu evangélico. Prega-se por ai tantas “abobrinhas”, valendo-se de passagens Bíblicas fora de contexto e interpretações equivocadas. Até parece que o sacrifício de Jesus Cristo na cruz não tem mais valor, pois damos mais espaço para outras formas de “redenção” e “justificação”. São muito hereges induzido o povo a confessar os seus pecados cometidos desde a infância, mas aonde entra a nossa total redenção conquistada lá na Cruz? E o que dizer do perdão e da vida nova em Cristo? Deixaram de existir ou perderam o seu valor? Segura o “shofar”, lembra-te do sábado, olha o jejum de quarenta dias, não quebre a corrente e vai por ai! Heresias, tudo heresias...

Enquanto a Palavra de Deus nos revela as suas maravilhas através de Jesus, muitos, mal orientados ou por interesses duvidosos, preferem os rituais e as técnicas e tantos outros fundamentos fora do Salvador. Como se fosse pouco, a barbaridade religiosa transvestida de cristianismo, tenta anular a graça lançando outro fundamento, muitos corrompem o Evangelho e acentuam a ganância do homem institucionalizando a “cobiça” como uma prática comum. A teologia da prosperidade tem colocado dentro das igrejas um altar para o “deus da riqueza”, Mamom. Toda sorte de “barganhas” e “negociações” têm sido ensinadas aos cristãos, inclusive atribuindo o tamanho da “bênção de Deus” aos bens materiais que se possui, como se nossa herança não fosse eterna.

Dessa forma, como podemos chamar de “idólatras” aqueles que se curvam diante de esculturas, se nós temos as nossas próprias “idolatrias” personalizadas ao melhor estilo gospel?


Carlos Roberto Martins de Souza


terça-feira, 17 de junho de 2008

O x da Questão

Voltando ao tema da Predestinação.Obiviamente não estou fazendo caça às bruxas do Calvinismo.Embora disso eles entendam muito bem.Tenho amigos que são Calvinistas.Eu os respeito tanto quanto eles me respeitam.Eles creem no Fatalismo e eu no Livre-Arbítrio

Como disse anteriormente conheço seminaristas batistas calvinistas.Na verdade traíram a história dos Batistas que nada tinha a ver com os Calvinistas.Casos até de professores de Teologia do seminário que debandaram para Igrejas Calvinistas.Teve um até que resolveu dar um estudo de Romanos 8 para deixar claro na sua nova Igreja que todos eles eram predestinados.Quem não crê assim..."Será que não é de Deus?"

Bom...Estou deixando este estudo interessante respondendo questões valiosas sobre Predestinação e Livre-Arbítrio.Deus abençoe voçê leitor na compreensão deste estudo que certamente tirará dúvidas importantes levantadas pelos Calvinistas.Boa Leitura!


Publicado em: 11/12/2003
Por: Julio Cezar
Brasil para Cristo - São Paulo
julio_lazzari@ig.com.br
Bíblia Virtual
Versão impressora


"Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus." Jesus em Mateus 7:21

Predestinação x Livre Arbítrio


Aqui exponho as teses de ambas as correntes e exponho minha opinião. Começo falando da doutrina do que prega a teologia da predestinação e, logo abaixo, o que diz a Bíblia sobre o livre arbítrio.

A doutrina da Predestinação

Entraremos, neste momento, no maior ponto de discussão sobre o assunto salvação. Predestinação e livre arbítrio é um dos assuntos mais discutidos em toda a Teologia. Existem grandes teólogos que defendem tanto uma como outra posição. Aqueles que acreditam na doutrina da predestinação chamaremos de calvinistas, pois seguem o pensamento de João Calvino com relação à salvação, embora Agostinho, que viveu 11 séculos antes de Calvino, já pregava este Teologia.
De acordo com esta doutrina, Deus já escolheu antes da fundação do mundo aqueles que vão se salvar. Aqueles que se perdem é porque Deus simplesmente os ignorou. Os calvinistas não acreditam que o homem se salve por livre arbítrio, mas sim porque Deus o escolheu. Aquele que está salvo jamais irá se perder, pois não tem mais livre arbítrio.

Vejamos a declaração do Dr. Miguel Ângelo, PhD, um dos mais conhecidos defensores da doutrina da predestinação no Brasil:

“A predestinação é a escolha da parte de Deus, de pessoas que a Bíblia chama de Seu povo, os eleitos de Deus, para viverem a vida eterna e, aqui na Terra, desfrutarem das promessas do Senhor.
A predestinação começou desde antes da fundação do mundo, por decisão exclusiva de Deus e não por mérito ou por escolha das pessoas, ou seja, ninguém decide ser cristão por livre arbítrio. O homem não tem nada para oferecer a Deus, para que possa aceitá-lo ou não – Deus é quem escolhe o homem. Mas os que ele rejeita nunca se converterão e não serão salvos. Marcos 4:12 “...para que, vendo, vejam e não percebam; e, ouvindo, ouçam e não perceba; e, ouvindo, ouçam e não entendam; para que não venham a converter-se, e haja perdão para eles”.

Deus predestina, escolhe, chama, justifica quem Ele quer, a decisão é exclusiva de Deus. João 15:16, 19 “Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto pedirdes ao pai em meu nome, ele vô-lo conceda. Se vós fosseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso o mundo vos odeia.” Ezequiel 34:11, 15 ”Porque assim diz o Senhor Deus: Eis que eu mesmo procurarei as minhas ovelhas e as buscarei. Eu mesmo apascentarei as minhas ovelhas e as farei repousar, diz o Senhor Deus”.

A predestinação é um ato de amor de um Deus soberano, que tem total sabedoria, que é a providência de tudo, é onisciente, onipotente e onipresente. Deus é soberano e faz valer a Sua vontade, escolhe uns e não escolhe outros, mas nisto não há injustiça de sua parte. Conforme Paulo diz em Romanos 9:14, 15 “Que diremos, pois? Há injustiça da parte de Deus? De modo nenhum! Pois ele diz a Moisés: Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão”. A predestinação é fundamentada na Bíblia Sagrada. Salmo 139:16 “Os teus olhos me viram a substâncias ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda”. Romanos 8:29, 30 “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a esses também chamou, e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou.” Efésios 1:4, 5 “...assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade”. Salmo 22:9, 10 ”Contudo, tu és quem me fez nascer; e me preservaste, estando eu ainda no seio de minha mãe. A ti me entreguei desde o meu nascimento; desde o ventre de minha mãe tu és meu Deus.” Salmo 100:3 “Sabei que o Senhor é Deus; foi ele quem nos fez, e dele somos; somos o seu povo e rebanho do seu pastoreio”.

O mistério da predestinação só é entendido por aqueles a quem o Espírito Santo concede olhos iluminados. Compreender a predestinação é penetrar nos segredos de Deus e desvendar os mistérios de sua sabedoria. A predestinação é a coluna vertebral de todo o ensinamento bíblico. A pessoa que não acredita na predestinação está roubando a soberania de Deus...”

Vejamos o curriculum deste homem: Professor, Advogado, Bacharel, Mestre, Doutor em Teologia – ThD, PhD em Ciências da Religião e Dr. em Divindade. Vemos que ele tem um curriculum de respeito. Confesso que pouco têm tantos títulos como ele. Apesar disto tudo, vamos analisar alguns dos seus pontos.

Ele acredita piamente que Deus escolheu alguns para salvação e outros para a perdição. Segundo sua crença, só serão salvos aqueles que estão “predestinados” antes da fundação do mundo. Com certeza um dos versículos base de sua doutrina é Ef 1:4, que diz: “Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo...”

Uma das regrinhas básicas de interpretação é saber qual o objetivo do livro. Sabemos muito bem que o livro de Efésios fala sobre a igreja de Cristo. Paulo a trata como um mistério não revelado outrora (Ef 3:3-10). No mesmo livro ele fala sobre os ministérios que Cristo estabeleceu na igreja (Ef 4:11). Para completar, ele faz uma comparação entre o marido e a esposa, comparando-os à Cristo e à igreja (Ef 5:23-32) e mostra a batalha espiritual que a igreja tem com os demônios (Ef 6:10ss). Se o sr. Miguel Ângelo quiser respeitar a interpretação da palavra de Deus, terá que admitir que a eleição e a predestinação de Ef 1:4,5 está se referindo à igreja como um corpo, e não a cada ser individualmente. Isto fica muito claro quando vemos que a eleição e a predestinação que Paulo diz está no plural e não no singular. Para entendermos melhor a predestinação que Paulo fala, temos que ter este versículo em mente: “E adoraram-na todos os que habitam sobre a Terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro, que foi morto antes da fundação do mundo”. (Ap 13:8) Este versículo deixa claro que Deus já havia provido a salvação para o homem antes mesmo de ele pecar, pois o Senhor já sabia que este fato ocorreria (Is 46:10). À luz da Palavra de Deus podemos perceber que a igreja de Cristo foi escolhida antes da fundação do mundo, e não cada pessoa individualmente.

Ele também usa o versículo de Mc 4:12 para dizer que Deus é quem cega as pessoas. Vejamos o mesmo versículo no livro de Mateus: “E neles se cumpre a profecia de Isaias, que diz: Ouvindo, ouvireis, mas não compreendereis, e, vendo, vereis, mas não percebereis. Porque o coração deste povo está endurecido, e ouviram de mau grado com seus ouvidos, e fecharam seus olhos; para que vejam com os olhos, e ouçam com os ouvidos, e compreendam com o coração e se convertam e eu os cure. (Mt 13:14-15)

Vejamos estes versículos com mais atenção. Este texto foi tirado de Isaias 6:9-10 e tem um contexto específico para o povo de Israel e não para os gentios. Além disso, fica muito claro, até para um leigo, que não foi Deus quem os cegou, mas eles mesmos fecharam seus olhos, como Mateus narra. Estes versículos estão se referindo a pessoas que ouvem a Palavra de Deus e preferem não dar importância ao que ela diz. São pessoas que estão com suas mentes cauterizadas com determinados pensamentos contra Deus.

Para endossar a doutrina da predestinação fatalista, o sr. Miguel Ângelo e outros calvinistas usam o texto de Jo 15:16, onde Jesus disse que foi Ele que escolheu seus discípulos, e não os discípulos que O escolheram. Quem já leu os Evangelhos, entende muito bem estes versículos. Todos sabemos que Jesus passou chamou e escolheu seus discípulos individualmente. Quando os enviou a pregar, passou a noite em oração e escolheu doze (Lc 6:12-13). Sem levarmos em consideração que o texto de Jo 15:16 não está falando de salvação, mas de escolha para o ministério. Muitas pessoas eram salvas e não seguiam a Jesus de perto, como a mulher do fluxo de sangue. Ele usa a expressão “para que vades e deis fruto” para deixar claro que é uma escolha ministerial e não para a salvação. A mesma escolha se deu com o profeta Jeremias (Jr 1:5) e com o apóstolo Paulo (Gl 1:15), sempre se referindo a chamada para o ministério.

Agora vamos ver um dos textos prediletos dos calvinistas, onde até mesmo cristãos que conhecem as Escrituras ficam sem ter o que responder. Também é um dos textos usados pelo sr. Miguel Ângelo: “Porque, não tendo eles ainda nascido, nem tendo feito bem ou mal (para que o propósito de Deus, segundo a eleição ficasse firme, não por causa das obras, mas por aquele que chama). Foi-lhe dito a ela: O maior servirá o menor. Como está escrito: Amei Jacó e aborreci Esaú. Que diremos pois? Que há injustiça da parte de Deus? De maneira nenhuma. Pois diz a Moisés: Compadecer-me-ei de quem me compadecer e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia. Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus que se compadece. Porque diz a Escritura a Faraó: Para isto mesmo te levantei, para em ti mostrar o meu poder, e para que o meu nome seja anunciado em toda a Terra. Logo, pois, compadece-se de quem quer e endurece a quem quer”. (Rm 9:11-18)

Se formos ler os capítulos 9, 10 e 11 de Romanos, veremos que eles tratam da eleição e da cegueira espiritual de Israel como povo eleito. Mais uma vez o contexto é desrespeitado pelos adeptos da doutrina da predestinação. Todo o capítulo está falando do povo de Israel, inclusive o 9. Quando ele começa a falar de Jacó e de Esaú, não está se referindo a indivíduos, mas às nações das quais eles foram pais, ou seja, Israel e Edom. A primeira é a nação escolhida e a última não. Usam também o exemplo de Faraó para dizer que este nunca iria se salvar, pois Deus o havia predestinado para a perdição. Vejamos o que diz a Bíblia sobre isto: “Eu sei, porém, que o rei do Egito não vos deixará ir, nem ainda por uma mão forte”. (Ex 3:19)

Antes de tudo acontecer, Deus está dizendo a Moisés que Faraó não iria deixar o povo. O texto deixa claro que Deus simplesmente já sabia que Faraó não deixaria o povo ir, nem mesmo com todas as pragas. O que eles não entendem é o atributo de Deus chamado pré-ciência (Is 46:10; I Pe 1:2). Os textos usados pelos calvinistas sempre são tirados do contexto e eles acabam ignorando milhares de passagens bíblicas que falam sobre o livre-arbítrio humano e sobre a vontade de Deus de que todos se salvem.

A salvação é para todos

A principal característica dos hereges é monopolizar a salvação ao seu grupo religioso. Isto fazem os adeptos das seitas “Igreja Local de Witness Lee”, “Congregação Cristã no Brasil”, “Testemunhas de Jeová”, “Mórmons”, etc. Infelizmente estes grupos limitam a salvação de Deus às suas respectivas seitas. Estão acrescentando coisas absurdas àquilo que a Bíblia diz, trazendo sobre si mesmos a condenação (Ap 22:18, 19).

Deus se revela na Bíblia como alguém que ama muito o ser humano. Está escrito que Ele amou o mundo de tal maneira, que deu o seu filho único (Jo 3:16). Mundo aqui, no texto grego, é o termo “kosmos”, indicando todo o planeta Terra. Se Ele amou todos os habitantes do planeta, como diz o texto, como poderia salvar somente alguns por puro capricho? Se eu vejo 10 pessoas com fome, tenho comida suficiente para as 10, e dou comida somente para 6, estou cometendo um pecado chamado omissão (Tg 4:17). Se Deus diz que amou o mundo e prepara pessoas para o inferno simplesmente porque quis, então ele é mentiroso.

Vejamos a visão soteriológica do apóstolo Paulo: “Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade. Porque há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem. O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo”. (I Tm 2:4-6). Como se explica a doutrina da predestinação à luz deste texto? Paulo diz que Deus quer que TODOS os homens se salvem. Ele mostra claramente que está falando de salvação quando afirma que eles precisam chegar ao conhecimento da verdade. No versículo 6 ele fala que Jesus se deu em preço de redenção por TODOS, e não somente por alguns “eleitos”. Será que Jesus acreditava na doutrina da predestinação? Vejamos o que Ele mesmo diz: “E vós não quereis vir a mim para terdes vida” (Jo 5:40). Se é Deus quem predestina as pessoas para não aceitarem a salvação, então Jesus está completamente equivocado. Como Ele é Deus e não pode errar, então o homem não se chega até Ele porque não quer. Todos os que rejeitam a salvação o fazem por livre e expontânea vontade. Leiamos mais uma declaração do nosso Senhor Jesus Cristo: “Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que fechais aos homens o reino dos céus; e nem vós entrais nem deixais entrar os que estão entrando” (Mt 23:13). Temos aqui uma das mais duras repreensões de Jesus. Qual era o principal motivo? A mentira e o rigor dos religiosos que impedia as pessoas de entrar no reino dos céus. Jesus deixa bem claro que eram os fariseus e os escribas que estavam fechando a porta da salvação, por serem os mestres das Escrituras, e por isso receberiam mais duro castigo. Se é Deus quem fecha a porta da salvação para as pessoas, cegando-as e rejeitando-as, por que Jesus censura os religiosos por causa disto? Se é Deus quem fecha o reino dos céus, como acreditam os calvinistas, então Jesus deveria dar uma bronca em Deus, e não nos fariseus. Mais uma vez a doutrina da predestinação se mostra absurda. Novamente fica claro que o desejo de Deus é que o homem seja salvo. O próprio Deus chama todos os seres humanos ao arrependimento (At 17:30). Jesus ordenou que o Evangelho fosse pregado a toda criatura (Mc 16:15).

O desejo de Deus salvar todos os seres humanos está expresso claramente em toda a Bíblia. Afirmar o contrário é mudar completamente o caráter de Deus. Vejamos o que diz o apóstolo Pedro: “O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para convosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se” (2 Pe 3:9).

Mais uma vez vemos que a vontade de Deus é não perder nenhum, mas ver todos chegando ao arrependimento de seus pecados. Deus é amor (I Jo 4:8) e se sente profundamente triste quando alguém se perde. Jesus mesmo declarou que quis juntar Jerusalém como uma galinha junta seus pintainhos, mas eles não quiseram (Mt 23:37). Temos mais uma referência ao livre-arbítrio humano para rejeitar a vontade de Deus.

Até no Velho Testamento está mostrada esta grande verdade, que Deus ama a todos e não deseja ver nenhum fora do seu reino. Ezequiel nos apresenta isto: “Dize-lhes: Vivo eu, diz o Senhor Jeová, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho e viva”...(Ez 33:11). Deus não pode preparar ninguém para o inferno, simplesmente porque não é esse o seu prazer. O fogo eterno foi preparado para o diabo e seus anjos, e não para o ser humano. Que justiça ou amor haveria em um deus que predestina uma pessoa para sofrer simplesmente para satisfazer seu ego e dizer que é soberano? O deus dos defensores da “predestinação fatalista” faz do homem um fantoche, um robô, segundo eles acreditam. O Deus da Bíblia é diferente. Ele ama, perdoa, abençoa, se alegra, se entristece, tem vontade própria, muda seus propósitos quando alguém se arrepende, etc.

O sentimento amoroso de Deus estava impregnado em Paulo. Este homem fazia qualquer coisa para fazer alguém se chegar à Cristo. Abandonou sua importante posição no judaísmo para fazer isto. Foi preso, chicoteado, apedrejado, injustiçado e muito mais porque queria salvar vidas e trazê-las para o reino de Deus. Ele chegou a afirmar que se fez de tudo para com todos, para através de todos os meios, conseguir salvar alguns (I Co 9:22). Quando pregava para os gregos, usava a linguagem dos gregos. Quando falava de Cristo para os judeus, usava o Velho Testamento. Esse foi o grande apóstolo Paulo, que expressou o sentimento de Deus através de sua vida. Deus é o que opera em nós tanto o querer como o efetuar (Fp 2:13), disse Paulo. Nosso Deus ama a todos.

A salvação pode ser perdida?

Aquele que acredita na doutrina da predestinação fatalista responderá que não. Aquele que crê na doutrina do livre arbítrio responderá que sim. Agora, existem aqueles que não acreditam numa predestinação absoluta, mas acreditam que quando alguém é salvo está salvo para sempre. Este último grupo acha que quando alguém aceita a Jesus Cristo, mesmo que se desvie e peque, não perderá a sua salvação e mais cedo ou mais tarde voltará para o Evangelho. Eles acreditam que aqueles que vão para o inferno nunca experimentaram a salvação. É uma doutrina que tem base bíblica, mas vamos analisá-la detalhadamente à luz de vários textos.

Antes de tudo temos que entender que todo ser humano comete pecado. Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus (Rm 3:23). Se dissermos que não temos pecado enganamos a nós mesmos e não há verdade em nós (I Jo 1:8). A maioria das pessoas tem um conceito precipitado sobre a salvação bíblica. Muitos acham que quando pecam o Espírito Santo se retira. Para quem tem este conceito, que leia Ef 1:13, onde diz: “... E, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa”. Quando a Bíblia usa o termo selo, está se referindo que fomos comprados. Selo é símbolo de propriedade. Na mesma carta, Paulo diz que estamos selados para o dia da redenção (Ef 4:30). Isto significa que somos do Senhor até o dia do arrebatamento, e deste momento em diante estaremos para sempre com o Senhor.

Aqueles que foram escolhidos por Deus para a salvação não serão desamparados, mesmo que pequem. O Senhor disse que não nos deixaria e nem nos desampararia (Hb 13:5). Aquele que está verdadeiramente em Deus não vive pecando (I Jo 3:6), pois Deus opera nele tanto o querer como o efetuar (Fp 2:13). Não há base bíblica para dizer que o Senhor se retira de nós quando falhamos. A promessa de Jesus para os salvos é esta: “Todo aquele que o Pai me dá virá a mim, e o que vem a mim de maneira nenhuma lançarei fora” (Jo 6:37). O Senhor Jesus sabe que nenhum homem é perfeito e garantiu que jamais lançaria um dos seus fora. Então fica claro que um salvo não perde a salvação. Salvação não é como uma chave ou objeto que podemos perder. O sacrifício de Jesus não é momentâneo, mas eterno. Com um só sacrifício Jesus aperfeiçoou para sempre os que são santificados (Hb 10:14). Temos esta garantia de que não perderemos nossa salvação, pois aquele que em nós começou a boa obra a aperfeiçoará até o dia de Jesus Cristo (Fp 1:6). Se Ele aperfeiçoará é porque ainda não está perfeita. Esta obra que ainda não está perfeita é a igreja, que só será aperfeiçoada completamente no momento do arrebatamento.

Vejamos o exemplo de Davi. Em 2 Sm 11 está relatado os dois crimes que ele cometeu: Um adultério e um homicídio. Ele era um homem que tinha suas mulheres e não precisava ter tomado uma mulher casada para si. Bate-Seba, uma mulher muito linda, estava tomando banho e Davi a viu nua da sacada do seu palácio. A visão o agradou e ele mandou chamar Bate-Seba para a possuir sexualmente. Avisaram a Davi que ela era casada, mas ele não quis saber. A conseqüência foi que a mulher engravidou. O rei Davi mandou chamar Urias, o esposo de Bate-Seba, deu-lhe bastante vinho até ele ficar bastante alcoolizado. Depois ele, sutilmente, mandou Urias ir para sua casa e ficar com sua linda mulher. Davi fez isto para Urias dormir com sua esposa e pensar que o filho era seu. Acontecendo isto, os problemas de Davi estavam terminados e ninguém saberia que o filho era seu. Mas Urias não quis ir para a sua casa, pois achava injusto estar com sua maravilhosa esposa enquanto seus amigos estavam na guerra. Davi, vendo que ele não queria passar a noite com ela, Bate-Seba, mandou uma carta para Joabe para deixar Urias na frente do exército e morrer. O incrível é que Davi mandou esta carta pelas mãos do próprio Urias. Este homem tinha um caráter tão fantástico que não leu a carta. Joabe recebeu a comunicação do rei e Urias foi morto. Davi agiu como um mau-caráter, injusto e assassino. Dizem alguns teólogos que ele ficou um ano sem confessar o seu pecado. Após um ano Natã foi até ele e o repreendeu. Davi se arrependeu e confessou a sua iniquidade. A maioria dos cristãos diriam que alguém que fizesse tal coisa perderia imediatamente sua salvação. Quem ler o Salmo 51 verá que Davi não perdeu sua salvação, pois somente o Espírito Santo poderia produzir uma oração de arrependimento como aquela. Ele chega a pedir a Deus que não retire dele seu Espírito Santo (Vs 11). Se ele pede para não ser retirado, é porque o Espírito Santo estava dentro dele. O Senhor não retira a sua salvação, pois os seus dons e a sua vocação são irrevogáveis (Rm 11:29).

Mas alguém perguntará: Se um salvo se desviar e continuar pecando até o dia da sua morte, permanecerá salvo? A resposta é não. Sei que a salvação não se perde, mas existe uma diferença entre perder e jogar fora. Uma coisa é eu chegar em casa e descobrir que perdi minha chave, outra coisa é eu, propositadamente, jogar minha chave no lixo. Deus não retira sua salvação de ninguém, mas o homem pode jogá-la fora. Se isto fosse impossível, então o homem não teria livre-arbítrio. Quando Deus salva alguém, sua intenção é que este seja salvo para sempre, mas o homem pode interromper o plano de Deus em sua vida. O calvinista pode dizer que os planos de Deus jamais podem ser impedidos (Jó 42:2), mas Jesus falou que muitas vezes quis reunir o povo de Israel, mas eles mesmos não quiseram (Mt 23:37). Vejamos alguns textos bíblicos que mostram que um ser humano, mesmo salvo, pode jogar sua salvação no lixo e estar novamente debaixo do pecado:

Tg 5:19, 20: “Irmãos, se algum de entre vós se tem desviado da verdade, e alguém o converter, saiba que aquele que fizer converter do erro do seu caminho um pecador salvará da morte uma alma, e cobrirá uma multidão de pecados”.

Em primeiro lugar, Tiago está falando para a igreja, ou seja, um grupo de salvos. Ele coloca, nestes dois versículos, o seguinte caso: Alguém que tem se desviado da verdade. Só pode se desviar da verdade alguém que anteriormente estava andando na verdade. Se estava andando na verdade, estava em Cristo, pois ele é a verdade (Jo 14:6). Tiago afirma categoricamente que se este salvo se desviar precisará novamente de salvação, pois se tornou novamente um pecador e caminha para a morte eterna. Se este sujeito permanece salvo mesmo pecando, por que Tiago diz que se alguém o converter o salvará da morte? Por que o chama de pecador? Fica bem claro pelo texto que se alguém se desvia da verdade caminhará rumo à perdição eterna. Uma vez salvo, salvo para sempre não é o pensamento de Tiago.

Ez 33:13: “Quando eu disser ao justo que certamente viverá, e ele, confiando na sua justiça, praticar iniquidade, não virão em memória todas as suas justiças, mas na sua iniquidade, que pratica, ele morrerá”.

O justo é aquele que vive da fé (Ha 2:4). Consequentemente, essa fé o faz ser justo, pois a fé sem obras é morta (Tg 2:26). O próprio Deus está falando que se este justo confiar na sua justiça e praticar iniquidade (transgressão, pecado), tudo o que ele fez de bom e justo será esquecido. Ele complementa dizendo que na sua iniquidade morrerá este tal. Como alguém que morre vivendo na iniquidade irá para o céu? Lá não entrará coisa alguma que contamine (Ap 21:27). Aquele que acha que é salvo e pode viver pecando só porque um dia aceitou Jesus está redondamente enganado. Só receberá a coroa da vida aquele que for fiel até a morte (Ap 2:10).

Gl 5:4: “Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei: Da graça tendes caído”.

Alguém pode dizer: Paulo está falando para pessoas que tinham apenas uma relação de aparência com Cristo, que não tinham experimentado a salvação de verdade. Ou dizer que esta palavra é apenas para os legalistas que estavam dentro da igreja. Será que estas declarações são verdadeiras? Vejamos o que diz Paulo: Só quisera saber isto de vós: Recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé? (Gl 3:2). Se eles receberam o Espírito Santo é porque creram em Jesus Cristo (Ef 1:13). Se alguém crê em Jesus e na mensagem da fé e recebe o Espírito Santo é claro que foi salvo. A este povo que creu e foi salvo é que foi dirigida esta frase: “Da graça tendes caído.” Ele também diz aos mesmos gálatas que se fossem circuncidados Cristo de nada os aproveitaria (Gl 5:2). Se Paulo disse isto é porque havia a possibilidade de eles se circuncidarem e anular o sacrifício de Cristo em suas vidas. E se alguém cai da graça é porque um dia esteve na graça, que é o fator divino para a salvação (Ef 2:8). Logo, entendemos que um salvo, se voltar às práticas religiosas legalistas, perderá sua posição espiritual e novamente estará debaixo de condenação.

Jz 16:20: “E disse ela: Os filisteus vêem sobre ti, Sansão. E despertou do seu sono, e disse: Sairei ainda esta vez como dantes, e me livrarei. Porque ele não sabia que o Senhor se tinha retirado dele”.

Entendemos que o Espírito Santo, no Velho Testamento, habitava em algumas pessoas, de forma restrita, para capacitá-las para determinada função. Hoje, na época da graça, todos os salvos têm o direito à presença do doce Espírito de Deus. Mas existe uma verdade que nunca será mudada: Deus é santo e imutável. Se o Espírito Santo se retirou de Sansão porque ele o traiu, por que não faria isto nos dias atuais? Aquele que um dia foi templo do Espírito Santo foi entregue nas mãos do inimigo e deixou de ser habitação do Senhor porque traiu sua confiança.

I Ts 3:5: “Portanto, não podendo eu também esperar mais, mandei-o saber da vossa fé, temendo que o tentador vos tentasse, e o nosso trabalho viesse a ser inútil”.

Mais uma vez Paulo se dirige a um povo salvo. Um povo que tinha sido eleito por Deus (I Ts 1:4). Um povo que tinha se convertido dos ídolos para servir o Deus vivo e verdadeiro (I Ts 1:9). O defensor da predestinação fatalista diz que os supostos eleitos jamais podem perder-se, pois foram escolhidos antes da fundação do mundo. O apóstolo Paulo, que os chamou de eleitos anteriormente, expressou seu medo de que satanás os tentasse e o seu trabalho tivesse sido inútil. Se eles não perderiam jamais sua salvação, por que Paulo estava tão temeroso com relação à fé dos tessalonicenses? Ou por que ele disse que se isto acontecesse seu trabalho de evangelização teria sido inútil? É mais do que óbvio que Paulo tinha em mente que os tessalonicenses poderiam ser tentados por satanás e perderem sua fé, e assim todo o trabalho de evangelização feito entre eles seria inútil. Mais uma vez vemos que um salvo pode renunciar a sua fé e voltar às antigas práticas.

Hb 2:3: “Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram...”

Não acredito que os escritores da Bíblia ficaram colocando casos impossíveis de acontecer somente para impressionar os seus leitores. Se eles colocam uma determinada possibilidade é porque isto um dia pode acontecer. Senão eles estão brincando de escrever e Deus está brincando conosco. Como Deus é alguém sério e seus escritores foram inspirados por Ele, então as alertas bíblicas contra o pecado e a apostasia podem afetar a igreja cristã, que deve ser preservada pela palavra de Deus. O escritor do livro de Hebreus está alertando a estes irmãos que se não atentassem para a salvação do Senhor jamais poderiam escapar do castigo. Qual é o castigo para aqueles que rejeitam a salvação? A condenação eterna. Mais uma vez um escritor inspirado alerta a um salvo para a possibilidade de ele renunciar a sua fé e voltar ao antigo estado de condenação.

Hb 6:4-6: “Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se fizeram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus, e as virtudes do século futuro. E recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus e o expõe ao vitupério.”

Aqui está um dos textos mais polêmicos da Bíblia. Existem alguns que acham que uma pessoa que se desvia dos caminhos do Senhor não pode mais ser salva. Esta interpretação está equivocada, pois já vimos que alguém pode se desviar e voltar para Deus (Tg 5:19, 20). Também temos as parábolas da ovelha perdida, da dracma perdida e do filho pródigo (Lc 15) para mostrar que Deus pode muito bem trazer de volta aquele que se desviou. Outros ainda acham que este recair seja o adultério. Também é uma conclusão equivocada, pois Jesus perdoou uma mulher adúltera (Jo 8).
A interpretação mais correta deste texto é que o escritor está tratando do pecado de apostasia. Assim também pensa R.N. Champlin, Ph.D, e expressa isto em sua enciclopédia, embora ele creia na possibilidade de restauração do apóstata. O que é apostasia? É renunciar aos conceitos básicos da Palavra de Deus. É experimentar a salvação e dizer que tudo foi uma mentira. É experimentar uma experiência com o Espírito Santo e depois dizer que Deus nem sequer existe. É alguém dedicar sua vida pregando a Palavra de Deus e depois afirmar que tudo aquilo que pregou foi uma farsa. Isto é apostasia, se voltar literalmente contra Deus.

Este risco estavam correndo os hebreus. Diz o fundo histórico que eles estavam sendo perseguidos por serem cristãos pelas autoridades romanas e pelos próprios judeus. Não prestariam adoração ao imperador César, pois Deus não aceitaria tal coisa. Pregavam que haviam um rei, Jesus, e com isso afetavam as regras das leis romanas. Também era um escândalo para os judeus, pois Jesus se declarou igual ao Pai (Jo 5:18), que era constituído um pecado de blasfêmia e os tais deveriam ser apedrejados. Qual então era a opção dos hebreus? Ou continuavam a servir a Deus e crer em Jesus, ou renunciavam sua fé, prestavam culto ao imperador e teriam que dizer que a crucificação de Jesus foi merecida. Por isso o escritor diz que de novo eles crucificariam o Filho de Deus. Esta atitude de rebelião contra Deus constituiria o pecado de apostasia e os tais jamais poderiam ser renovados para arrependimento. O interessante é que o escritor diz que eles foram iluminados, provaram o dom celestial, se fizeram participantes do Espírito Santo, provaram a boa palavra de Deus e as virtudes do século futuro. Será que alguém que provou tudo isto não foi salvo? Com certeza foi, mas o escritor está colocando a possibilidade de eles recaírem e se afastarem de Deus. Chegamos a conclusão que um salvo pode cair do estado da graça e apostatar da sua fé. É o que expressam os escritores da Bíblia.



domingo, 8 de junho de 2008

Fatalismo Teológico

Este é um artigo que eu gostaria de já ter colocado há muito tempo.Infelizmente me faltou tempo.Já fui muito rechaçado por alguns por não concordar com a Teologia Calvinista como a de não aceitá-la por diversos motivos.

Certa feita recebi um e-mail de um abençoado que me tratou educadamente me enviando um download do livro "Livre Arbítrio,Um Escravo" de Spugeon.Só que já tenho o livro.E com todo respeito ao considerado "Príncipe dos Pregadores" no meio Teológico.Eu considero que o mesmo está equivocado na sua pregação sobre o tema do Livre-Arbítrio do qual surgiu o livro.

Várias tem sido os argumentos que leio ou que escuto contra o Livre Arbitrio.É um absurdo o que vejo.No seminário teve professores que debandaram para a Teologia Calvinistas e correram para Igrejas que apoiam essa doutrina.Existem Pastores Batistas que são Calvinistas.Conheço até seminaristas que o são também.Já vi na internet um caso de um Pastor assembleiano que já estava debandando para uma Igreja Calvinista.O que é isso?Loucura repentina?Acho que eles assistiram muito o filme "Matrix".Àquele lance de Neo ser especial...Entendem?

Para os Calvinistas felizes de morrer por este fato.Creio que pensariam: "É porque finalmente descobriram que são Predestinados".Será isso lamentável?Completamente!

Já coloquei artigos que contam as diferenças existentes entre os Anabatistas (dos quais surgiram os Batistas) e os Calvinistas.Aproveitando a oportunidade vou postar esse artigo,do qual não me lembro o site de onde extraí da net.O que não invalida o que está escrito por eu já ter outros artigos que provam o que está escrito.Suas referências são confiáveis.Me parece que copiei de um site arminiano.

Espero que voçê leia e aproveite cada momento para refletir.Em breve estarei postando mais artigos sobre esse tema polêmico,mas que esclarecerá muitas dúvidas que muitos tem sobre Livre-arbítrio e Predestinação.Boa Leitura!



Vc conhece as matanças de João Calvino?
Bibliografia ao final.Leia, é interessante
OS ANABATISTAS E CALVINO A relação entre Calvino e os anabatistas do século XVI não foram diferentes da que houve com Lutero. Todo revolucionário tem a tendência de se tornar um ditador. Aconteceu primeiro com Lutero na Alemanha. Pouco depois aconteceu com Calvino na cidade de Genebra. Nos livros que temos sobre a reforma não se pode esconder os atos de atrocidades que Calvino cometeu contra feiticeiros, humanistas e aos anabatistas residentes em sua cidade. No livro O Cristianismo Através dos Séculos, pg 254, diz que: "Para garantir a eficácia de seu sistema (o sistema de uma cidade santa), Calvino estabeleceu penalidades severas. Vinte oito pessoas foram executadas e setenta e seis exiladas em 1546."
Temos o relato de uma testemunha ocular dos fatos, chamado Sebastião Castellio, que fora um pastor Calvinista e tornou-se depois um humanista, abandonando seu ministério devido a evidencias tais quais temos a seguir: "Revolta-me o exemplo de como se procede nesta cidade o emprego da violência contra os anabatistas. Eu mesmo vi arrastarem para o cadafalso uma mulher de oitenta anos com sua filha, esta mãe de seis filhos, que não cometeu outro crime senão o de negar o batismo das crianças." (Extraído do livro Uma Consciência Contra a Violência, página 115).
Se Calvino fosse um homem de Deus certamente agiria como a Bíblia ensina. Saberia que somente teremos uma cidade perfeita quando estivermos no céu. Saberia conceder a liberdade religiosa a seus concidadãos. Saberia que lugar de pastor não é no comando de cidades e sim conduzindo o seu rebanho. Quem manda matar a mãe de seis crianças por não aceitarem o erro do batismo infantil não pode ser um homem da dispensação da graça. Os verdadeiros batistas não tem nada a ver com o calvinismo.
Contra Reforma; A.G. Dickens, 1972 2. BHB - Breve História dos Batistas; J.Reis Pereira, 1979 3. CMB - Compêndio Manual de la Bíblia; Halley 4. EC - Enciclopédia Católica, 1962 5. DAC - Da Aurora ao Crepúsculo; Milia Torres, 1988 6. EIPEB - Enciclopédia Ilustrada para Educação Básica, 1973 7. EB - Enciclopédia Barsa 8. ELXIV - Época de Luiz XIV, 1972 9. EM - Enciclopédia Mirador 10. FEC - Formação da Europa Cristã; Hugu Trevor Roper, 1972 11. HEU - História do Estados Unidos; Andrá Mourais, 1946 12. HHL - História Haddock Lobo (Histótia Universal) 13. HR - História das Religiões; Charles Francis Potter, 1946 14. HIC - História da Igreja Católica; Phillip Hughes, 1962 15. HAT - História Sincera da França; Charles Seignabos, 1945 16. IR - Instituições Religiosas; Marcel Pacaut, 1956 17. L - Lutero; Vicente Temudo Lessa, 1956 18. OF - Obras Filosóficas Católicas; Geltrand Russel, 1969 19. OPIM - O Papado na Idade Média; Geofrey Bemacloyck, 1972 20. OSXV - O Século XV; Cristofer Brooke, 1972 21. R - A Reforma; A. G. Dickens 22. Uma Consciência Contra a Violência; Stefan Zweig, vol. 9 23. Os Caminhos da Verdade; Stefan Zweig, vol. 17 24. O Cristianismo através dos Séculos; H. H. Muirhead, 4a edição, CPB 25. O Cistrianismo através dos Séculos; Earle E. Carins, 1988 26. O Batismo Estranho e os Batistas; W. M. Nevins, 1954 27. O Rasto de Sangue; Dr. J. M. Carrol 28. História dos Batistas no Brasil. J. R. Pereira, 1985 29. O Caos das Seitas; J. K. Van Baalen, 19891 mês


domingo, 18 de maio de 2008

Isso Realmente é um Show!



Demorei para postar este novo comentário porque meu computador estava com um vírus rebelde.Com a graça de Deus estou de volta trazendo um assunto de suma importância para o nosso meio.Hoje Deus deixou de ser o motivo principal de nossa adoração.Deu-se lugar então aos cantores-ídolos que trouxeram suas adorações (?) extravagantes,suas alegrias excessivas recheadas de gritos e pulos como se vê em qualquer show mundano.Argumentos não faltam para a defesa de atitudes descabidas como dançar,pular,gritar,etc.E dizem que é adoração.


Encontrei esse artigo no site http://sejogabrasil.wordpress.com/2008/01/08/show-da-fé/feed/ e achei interessante porque faz uma análise abrangente do que se tornou o louvor no Brasil e ainda mostra a opinião dos prós e contras.O Pr. Ciro tem um blog que voçê pode acessar e conferir assuntos valiosissímos para sua vida espiritual.Inclusive sobre o louvor.Recomendo este blog com prazer: www.cirozibordi.blogspot.com .


Desejo que voçê leia e reflita sobre a forma como estamos adorando a Deus.E o mercado rentável que isso tem virado.Que Deus dê a voçê o discernimento certo para discernir entre a verdadeira adoração através do louvor e os rídiculos shows gospels que mais alucinam a juventude sem agradar a Deus.Boa leitura!




Show da Fé
Terça-feira, 8 Janeiro, 2008 at 11:59 In Tauan Saturnino Tags: , Saturnino, show, Tauan

A multidão espera animada. Quando a banda entra no palco gritos de fãs são ouvidos por todos os lados. O cantor fala suas primeiras palavras saudando as centenas de pessoas à sua frente. Já nos primeiros acordes o êxtase do público é visível. Horas de música, gritos, lágrimas, sorrisos, a cada canção nova um sentimento diferente, algumas vezes de júbilo, outras de certo tipo de tristeza, “quebrantamento” dizem, em certo momento aquele que está de pé no palco começa a falar de alguma coisa que marcou sua vida para sempre. Algo como um encontro com alguém, certa pessoa cujo nome desperta sentimentos de indiferença em alguns, respeito em outros, fascínio em muitos, desprezo em poucos, contudo em certos tipos desperta uma espécie de tremor, algo indescritível entre o desespero e a alegria mas provavelmente acima destes. Gritos são ouvidos e nas faces de cada um certa expressão difícil de explicar, algo entre a angústia e a paz, mas talvez acima destas. O cantor continua a falar e ele próprio não parece estar em condições normais, “glórias” e “aleluias” saem de seus lábios e lágrimas escorrem pelo seu rosto. Os instrumentos musicais não param de tocar, depois de muito tempo quando tudo termina, alguns falam que nasceram de novo…
Este cena não é tão incomum quanto pode parecer. Está presente em praticamente todas as apresentações de música evangélica com algumas variações aqui e acolá, mas nunca se deixa de presenciar algo assim. È verdade que não é de hoje que os evangélicos falam para as multidões acerca de alguém com quem as pessoas precisam se encontrar para herdarem a vida eterna, mas nem sempre fizeram isso com estratégias de marketing bem elaboradas, com gravadoras musicais, com emissoras de rádio e televisão.
Espantadas e desconfiadas as antigas igrejas históricas, Luterana, Anglicana, Batista, Metodista, Presbiteriana, e as recentes porém numerosas igrejas pentecostais, Assembléia de Deus, Brasil para Cristo, Deus é Amor, assistiram à explosão na última década do século passado de um novo grupo, os chamados neo-pentecostais, Renascer em Cristo, Sara Nossa Terra, Universal do Reino de Deus e Internacional da Graça de Deus. Em meio a conflitos doutrinários, cismas, desconfianças, incompreensão, vaidades, estrelismos, nasce uma nova maneira dos protestantes, de todas as vertentes, adorarem a Deus e um novo modo de encarar a arte religiosa.
Saem os corinhos, entra o heavy metal, celebridades da mídia se convertem e passam a cantar músicas de teor religioso, uma avalanche de CDs de artistas “crentes” invade o mercado musical. Dentro das igrejas reações diversas, uns esbravejam contra a nova onda, outros surfam nela sem o menor pudor, uns falam que é de Deus, outros dizem que é influência satânica, mas ninguém consegue ignorá-la. A onda gospel marcou e continua marcando o meio evangélico, e até mesmo o católico romano, brasileiro já está aos olhos de todos, pulou os muros, é difícil ignorar.
Mas onde e quando exatamente surgiu o que hoje se denomina de movimento gospel? Sempre houve música dentro das igrejas o que afinal existe de tão diferente nos dias de hoje? A palavra gospel, evangelho em inglês, originalmente se referia a certo gênero musical criado pelos negros norte-americanos no início do século XX, tendo as mesmas raízes do blues, jazz e rock and roll. No início não era visto com bons olhos, alguns associavam seu ritmo ao de músicas não religiosas, “do mundo” no linguajar típico dos crentes brasileiros, e por isso o taxavam de “música do demônio”. Apesar desta postura em algumas igrejas tradicionais a antiga música gospel cresceu e gerou artistas consagrados nas terras do norte da América.
O uso do termo como sinônimo de música evangélica moderna, incluindo os diversos ritmos possíveis dentro desta, surgiu quando a mídia se apropriou dele dando-lhe este novo significado. No Brasil a popularização desta palavra ocorreu através da Igreja Renascer em Cristo, polêmico ramo evangélico caracterizado por suas pregações acerca da riqueza e prosperidade e do envolvimento de seus principais líderes em escândalos financeiros. Dentro desta igreja iriam surgir algumas das maiores bandas gospel, no cenário brasileiro: Oficina G3, Katsbarnea, Resgate. Com o apoio de grandes gravadoras e emissoras de rádio evangélicas, algo desconhecido pelos protestantes históricos e pentecostais, estes grupos musicais e muitos outros tiveram suas músicas espalhadas por todo o país e a vendagem de seus discos por vezes supera o de bandas seculares. No dizer do bispo anglicano e cientista político Robinson Cavalcanti, isso concorreu para uma gradativa transformação da música protestante em uma profissão, uma “Michael Jackzação da música evangélica, que é profundamente lamentável.”
“Os crentes se tornaram um mercado. Nós já fomos uma igreja, hoje somos um mercado.” Com estas palavras Dom Robinson descreve, de modo peculiar e com uma ponta de ironia, a ascensão do mercado de consumo evangélico e os artistas vinculados a ele, promovido em grande parte pelos neo-pentecostais que segundo o bispo seriam uma má influência para os demais ramos do protestantismo brasileiro: “O peso das igrejas “neo-pentecostais”, coloco sempre entre aspas, terminou afetando as igrejas pentecostais. Está aí a Assembléia de Deus que se dividiu 100 vezes nos últimos 16 anos. A dificuldade que as igrejas tanto pentecostais, quanto históricas tem hoje de manter os seus membros com um padrão diferente, porque eles estão em casa com rádio, televisão, vão nas livrarias evangélicas tem CD, DVD, ou seja esta industrialização da fé das igrejas neo-pentecostais, afetaram e estão afetando a qualidade e a identidade das igrejas históricas e pentecostais.”
O motivo para a desconfiança em relação a este grupo em particular deve-se em grande parte ao repúdio da chamada Teologia da Prosperidade, doutrina segundo a qual Deus estaria obrigado “abençoar” o fiéis com bens materiais ou posições de status na sociedade, bastando para isso que estes pedissem com fé, que seria expressa através das ofertas e dízimos. Em um comentário acerca da Igreja Renascer em Cristo o pastor batista Ariovaldo Ramos, membro da ONG evangélica Visão Mundial é mais incisivo: “Eles apresentam uma teologia espúria, que não é condizente com os preceitos de Jesus Cristo e não encontra respaldo na Reforma Protestante.”
Apesar destes conflitos o fato é que estes novos protestantes e sua teologia peculiar divulgaram sua música por meio de órgãos de mídia, frutos das ofertas e dízimos tão valorizados. Esta indústria fonográfica e a maneira de pensar provocada pela Teologia da Prosperidade iriam refletir dentro das igrejas atendendo a uma demanda de alguns fiéis, que desejam se afastar ao máximo da cultura secular, identificada em certos círculos com o curioso epíteto de “mundo”. Com a “música do mundo” proibida, a música gospel passa a representar um meio de entretenimento para os evangélicos, mesmo que não sirva necessariamente para uma experiência religiosa, como sugere Dom Robinson: “Muita gente vai para shows da chamada música gospel, sem nenhuma intenção de adoração. Já que a igreja não deixa ele cantar com os cantores seculares, ele vai expressar suas expressões corporais, seus pulos e gritos dentro de um show gospel e aí também entra o dinheiro que vai entrar para os cantores.” Queixa semelhante possui Osmar Ludovico da Silva, pastor da Igreja Evangélica Comunidade de Cristo: “Há muito barulho, muitas palmas, muitos abraços, muitas caretas e cenho franzido. Mas a pergunta que fica é: temos adoração?”
Ao lado da explosão de gravadoras e de rádios evangélicas, um dos elementos mais marcantes do fenômeno gospel foi a questão dos ritmos. Pode parecer estranho, mas este dilema a respeito de quais estilos musicais seriam permitidos para se fazer música religiosa ao que tudo indica, é bastante recente: “A primeira Reforma, Anglicana e Luterana, sempre procurou usar músicas sacra com o ritmo de sua época, muitos hinos de Lutero foram compostos usando ritmos do folclore alemão, isto facilitou a popularização”, diz Dom Robinson. Uma afirmação ainda mais ousada é a do estudante Douglas Rafael, 21 anos, membro da Igreja Presbiteriana: “muitas músicas tradicionais, da Assembléia de Deus por exemplo, eram músicas de piano de cabaré”.
De fato, os hinos tradicionais buscaram seus ritmos em músicas populares, no entanto com o passar do tempo esses foram “sacralizados” de tal forma que se tornaram um padrão inquestionável em algumas denominações. Por conta desse fator, foi necessário um processo de ruptura gradual que se firmou com as igrejas neo-pentecostais, para o uso de ritmos como o samba, rock, frevo, entre outros. O rapper Apóstolo John (nome artístico) de 17 anos convertido há quatro anos e membro da Igreja Batista de Jardim São Paulo argumenta que os todos os ritmos pertencem a Deus e cita a Bíblia, em particular uma passagem em que São Pedro tem uma visão acerca de animais considerados impuros pelos judeus: “Quando Deus apareceu a Pedro, disse para comer aqueles animais para mostrar que todas as coisas são Dele, e que, o que Ele abençoou o homem não deve amaldiçoar, o mesmo acontece com os ritmos.”
Embora esse tipo de pensamento atualmente predomine, nem todos concordam com ele: “Certas pessoas utilizam isso para chamar a atenção, mas acabam não transmitindo a Palavra de Deus, estão apenas chamando a atenção pra algo que é igual ao mundo”, diz Manuela Maria Lima, 19 anos, freqüentadora da Assembléia de Deus. Ela se queixa que a incorporação de novos ritmos termina por tornar irrelevante a mensagem das igrejas, e que muitos se aproximam destas apenas porque gostam de determinado estilo musical. Opinião diferente possui o estudante Douglas: “Acho muito positivo, porque quebra o paradigma de que a música cristã tem que ter aquela “coisinha” certinha, aquela cadência e é legal porque o adolescente que gosta de ouvir um rock ou forró, vai poder ouvir a música sem problema nenhum.”
Outro acontecimento notável relacionado à musica gospel é a grande quantidade de artistas oriundos do meio secular que após se converterem ao protestantismo passaram a gravar músicas cristãs, o que é visto com desconfiança por uns e com alegria por outros. Porém mesmo entre os que acusam estes cantores de oportunismo parece haver certo cuidado para não atingir erroneamente algum convertido sincero, embora em certos casos não exista muita dúvida, da parte dos fiéis, quanto ao caráter pouco verdadeiro de determinadas celebridades recém convertidas: “Quem dizia que era evangélica um dia desses? Gretchen! Gretchen faz filme pornô! Ela se converteu?”, indaga Manuela. Menos explicitamente Douglas Rafael também nutre certo ceticismo em relação a determinados artistas cujo nome não quer revelar: “Algumas celebridades me parecem que às vezes, estão usando o meio evangélico justamente, como uma ponte para continuar fazendo sucesso.”
Na opinião de Renatto Francisco da Silva, 21 anos, membro da Igreja Evangélica Batista Ágape, é bastante relativo o envolvimento sincero dos cantores e cita um caso atípico de uma banda que anteriormente era gospel, mas que depois se lançou no mercado secular: “Nesse caso em cada situação seria com uma pessoa diferente. Muitos fazem isso pra se promover como é o caso do Catedral, que só foi um meio para que eles pudessem ficar famosos, ganhar dinheiro e conquistar a confiança do público gospel. Mas tem aqueles que fazem por uma salvação genuína, que se converteram de verdade e querem entregar e dedicar todo seu trabalho a Deus e por isso eles se esforçam e conseguem atuar nesse meio não só para suprir suas necessidades, mas também para louvar ao Senhor.”
Ao ser questionado acerca de sua opinião em relação aos cantores seculares que após a conversão passam a se dedicar ao mercado musical evangélico, Dom Robinson descreve a mudança de atitude das igrejas para com estas pessoas ao longo do tempo e critica a precocidade com que estes artistas passam a gravar músicas, bem como a prática de algumas denominações, que se valem destes para atrair multidões: “No passado o fato de que alguém importante se convertia (importante para a sociedade lá fora), não existia essa badalação. Hoje algumas denominações se especializaram em ‘converter’ e ‘promover’ celebridades. Há alguns casos de artistas seculares que estão decadentes lá fora e aí descobrem um novo filão internamente. Há igrejas que às vezes querem encher o templo de todo o jeito trazendo estas celebridades, enquanto estas deveriam ter um período entre a sua conversão e a volta à arte, de amadurecimento, de humildade e de aprofundamento nas verdades da Reforma e da Bíblia e não um recém convertido já começar a gravar.”
Há quem veja o fenômeno presente até mesmo na a Igreja Católica Romana com o avanço do movimento carismático que produziu o padre Marcelo Rossi e sua famosa “Aeróbica do Senhor”. Aparentemente na batalha pelas mentes e corações ela terminou por adotar as mesmas práticas que os protestantes: “O que ocorre é que, na busca por manter fiéis e recuperar os que perdeu para o pentecostalismo, a Igreja Católica rendeu-se à cultura gospel e entrou na sua trilha, caminho aberto pelo padre Marcelo Rossi e pelos “padres cantores” e amplamente disseminado pela Rede Canção Nova e a Renovação Carismática Católica. É a mesma expressão cultural experimentada pelos evangélicos traduzida para a realidade católica. Então, não é uma reação católica que assistimos mas uma assimilação traduzida, sem interação”, afirma a pesquisadora Magali Cunha, autora do livro A explosão gospel. Um olhar das ciências humanas sobre o cenário evangélico contemporâneo.
Com tantas mudanças causadas pelo movimento gospel em um período tão curto, muitos evangélicos indagam se este acontecimento foi realmente positivo para suas igrejas. A liberalização de costumes provocada pelo novo contexto cultural surgido entre os protestantes terminou por derrubar muitas barreiras comportamentais destes, porém ao mesmo tempo atingiu sua identidade, tornando-os parecidos com a sociedade exterior e muitas vezes justificando hábitos anteriormente tidos como incorretos: “acho que hoje em dia o termo gospel agente usa para vestir uma série de comportamentos que nós não tínhamos e que agora agente coloca o nome de evangélico e parte para fazer” diz Douglas Rafael.
Paradoxalmente outra crítica é a de que ocorre um gradativo fechamento das igrejas para a sociedade, pois estas se isolariam através de uma rede de bens culturais que as tornaria imunes à influência da cultura secular, que por sua vez não se comunicaria com os crentes. Em outras palavras, não influenciariam o “mundo”, mas trariam algo dele para dentro de si. No entanto, parece existir um consenso de que o retorno à pratica de utilizar ritmos populares nos hinos é algo extremamente positivo.
Ao ser questionada acerca de sua opinião a respeito da validade do movimento gospel (um avanço ou um retrocesso?), Magali Cunha destaca aspectos que julga positivos ao lado de outros que de acordo com sua opinião prejudicam a igreja evangélica: “Há um avanço inegável no campo da música, da abertura a diversidade de ritmos, da busca de profissionalização, da liberação da expressão corporal, do interesse que tudo isto causa na juventude. Eu não diria que há retrocessos mas que as igrejas, com a cultura gospel, tem se voltado cada vez mais para dentro de si, permanecem estancadas e mais isoladas na relação com a sociedade, desprezando os grandes desafios sociais que demandam uma presença pública da igreja. Com isso, a dimensão profética, fiel à tradição bíblica, está cada vez mais silenciada, pois as igrejas passam a privilegiar mais a dimensão contemplativa que dá mais prazer individual na relação com Deus do que representa desafios para a vida e para o compromisso com o coletivo.”
O fato é que, bem ou mal, a onda veio arrastando tudo que estava à sua frente e as mudanças que provocou talvez sejam permanentes. Em apenas uma década a minoria religiosa que mais cresce no Brasil (26 milhões e contando…) viu surgir em seu meio uma indústria cultural poderosíssima que não deve nada em aspectos mercadológicos às grandes corporações do ramo de entretenimento. Mesmo divididos em um número gigantesco de denominações, estando estas em alguns momentos se aceitando e cooperando em outros digladiando e se excluindo, os evangélicos tendem a esquecer suas diferenças quando participam de um “louvorzão”, no qual seus “popstars” estão presentes. Em meio a críticas internas e externas os crentes vão se unindo, se não na doutrina pelo menos no mercado de música gospel, boate gospel, rádio gospel, show gospel, ou qualquer outro entretenimento que carregue este sobrenome tão repudiado quanto amado.
Vem de Deus ou é influência satânica? Não se chegou a um consenso. Mas agora talvez não seja tão difícil encontrar Jesus solando uma guitarra distorcida, batucando um pandeiro, regendo uma orquestra, tocando zabumba, tirando choro do cavaquinho, ou fazendo um break enquanto alguém “sampleia” músicas numa pick up de Dj…


sábado, 12 de abril de 2008

A IDOLATRIA evangélica?Essa é boa!


Fiquei um tanto impressionado quando descobri na internet um site católico fazendo (como sempre) apologia a idolatria.Desta vez referente ao grupo "Diante do Trono".Postarei a montagem da foto do site (em minha opinião rídicula) como o texto completo.No final postarei meu comentário pessoal sobre o assunto em questão.Leia com calma!


Ana Paula Valadão tem uma imagem de madeira

Eu admiro a Ana Paula Valadão, expoente da música gospel nacional. Ana Paula é pastora - evangélicos podem ter pastorAs porque, para eles, não existe sacerdócio ministerial, por isso até crianças podem ser pastores ou pastoras, tanto faz… - e vocalista do ministério Diante do Trono (DT), que já reuniu aproximadamente um milhão de pessoas em seus shows.
Ana Paula Valadão respeita os católicos , convive com cantores que se identificam com a Renovação Carismática Católica e até já
assumiu, publicamente, sua alegria em ver o Padre Marcelo Rossi cantando músicas da autoria dela. É um fato singular no meio protestante, onde o comum é ouvir evangélicos insinuando que cantores católicos “roubam” músicas gospel (como se elas fossem tão valiosas assim).
Eu rezo pela conversão de Ana Paula Valadão ao catolicismo e acredito que minhas orações têm surtido algum efeito na vida dela e da família dela. Explico: recentemente a cantora presenteou o pai dela com um leão de madeira que, como ela mencionou em seu blog pessoal,
“É lindo! Forte! Ministra só de olhar!”
Ministra só de olhar… O leão de madeira, presente de Ana Paula ao próprio pai, já seria, por si só, mais um sinal de que ela não é igual a maioria dos evangélicos que tanto criticam os católicos pelas imagens de madeira que possuem em casa.
Na casa do Sr. Valadão existe uma imagem de madeira. Uma imagem que, semelhante às imagens católicas, “ministra só de olhar”. Na casa de Ana Paula também existe uma imagem de madeira, conta a cantora: “Mamãe chorou tanto! Eu disse que ela e o papai são os leões grandes, e que nós somos os filhotes – pois compramos um leão pequeno para a nossa casa!”
Como não identificar o leão de madeira com as imagens católicas? Impossível, pois ele “ministra só de olhar”. É um objeto, não é Deus, mas “ministra só de olhar”. Se um leão de madeira, que é figura do próprio Cristo, “ministra só de olhar”, o que dizer das imagens do próprio Cristo, das imagens da Mãe de Cristo, das imagens dos santos, dos anjos? Eles, que são mais que a figura de um leão, “ministram só de olhar” muito mais e nem por isso são ídolos, deuses, não usurpam a glória de Deus.
Aprendam com os evangélicos da família Valadão: imagens de madeira podem, sim, nos remeter a Deus, transformar o ambiente de nossas casas em ambientes mais piedosos e fortalecer a nossa fé. Enfim, “ministrar só de olhar”.
Rezo para que a montagem na foto acima seja profética, para que o coração de Deus se alegre com o coração de Ana Paula convertido à revelação por inteiro e não somente à parte dela.

Sim. Apagaram o “ministra só de olhar”

Alguns perguntam onde está a frase “ministra só de olhar” citada no
post anterior a este. Para minha surpresa ela não consta mais no blog da excelente cantora Ana Paula Valadão.
É compreensível. Uma pessoa pública deve satisfações a um público e, por isso, é comum o estado de alerta a que se submete.
Cabe lembrar, porém, que o relacionamento entre as pessoas, para dar certo, precisa ter como regra o amor e o respeito. Um público que censura aquele que diz amar, que diz respeitar, é um público que necessita ser reeducado.
Talvez, a principal função de pessoas públicas esclarecidas seja a promoção da educação de seu público.
Para que eu não passe por mentiroso, e só por isso, aqui está o “print screen” original do post publicado no “
Blog da Ana“, no dia 1° de agosto de 2007, quarta-feira:
Fonte: http://diasimdiatambem.wordpress.com/2007/08/16/ana-paula-
valadao-tem-uma-imagem-de-madeira/ e
http://diasimdiatambem.wordpress.com/2007/08/18/sim-apagaram-o-ministra-so-de-olhar/

Em primeiro lugar percebo o quanto o expoente do texto desconhece completamente o mundo evangélico.Dizer que até crianças pode ser pastor e pastora (?) é realmente ridículo.Não concordo com mulheres pastoras porque a própria Bíblia não dá respaldo pra isso.Eu sei que isso é polêmico.Mas pastoras a gente vê muito nas igrejas do G-12 e outras que aderiram a idéia.Daqui a pouco surgirão Apóstolas,porque Apóstolos atuais já existem.Infelizmente os falsos pastores têm surgido através de igrejas de confissão Positiva e da Prosperidade que banalizam o santo evangelho de Cristo.Só pra deixar claro,em nenhum canto da Bíblia Deus incentiva o ministro a ser celibatário e pedófilo.Muito menos idólatra e mentiroso.É só ler o que diz Tito 1.5-9

A Renovação Carismática Católica é um embuste como um todo.Como a própria Igreja de Roma.Uma mistura de culto neo-pentencostal, das Igrejas renovadas e da missa. Tendo como um de seus mentores o padre-estrela Marcelo Rossi.Na verdade os católicos não roubam músicas evangélicas.Eles cantam com a autorização dos cantores-compositores.E as músicas evangélicas são valiosas sim (refiro-me às verdadeiras músicas evangélicas) por ter o intuíto de louvar e adorar a Deus (Sl 147.1)Tanto que o próprio padre-estrela as grava.Como é o caso do seu mais recente cd.

Creio qua a Ana Paula pode estar errada na exposição do louvor na visão G dozista (G-12).O que ocasiona em absurdos com a "unção do Leão" Mas não creio que ela esteja pinel a ponto de converter-se (?) à uma imagem de escultura.Embora eu esteja quase acreditando que daqui a pouco ela vai colocar uma imagem de Leão bem grande na Igreja e dizer " Adorem ao Leão da Tribo de Judá".Isso não é impossível de acontecer não.Aqui perto de casa tem uma Igreja do G-12 que permite aulas de capoeira dentro do Templo,além de skate.E isso é normal pra eles.

Depois do presente que ela deu ao pai e colocou uma expressão infeliz no seu blog.E depois da polêmica retirou a expressão "Ministra só de olhar". Talvez seja muita unção no Leão né? Agora os católicos se soltam aproveitando essa oportunidade para escaparem dos argumentos usados pelos evangélicos citando até textos bíblicos contra a idolatria.Talvez por se cansarem da expressão : "Nós não adoramos imagens,mas sim veneramos".Certamente não estudaram bem o Português e desconhecem o que diz o dicionário Aurélio.Veneração tem a ver com culto e adoração.Leiam!

Eu amo os católicos mas não concordo com suas práticas.Por saber que o meu Deus não dá Sua glória a outro.(Is 42.8).Deus reprova duramente a adoração às imagens (Ex 20.4;Sl 115.1-8;I Cor 10.14a)

quinta-feira, 20 de março de 2008

Tatuagens & Piercings:Benção ou Maldição? Parte II


É impressionante como a nossa juventude vive fascinada pelo secularismo.E a vida cristã ganhou um ar de modernidade exagerada e propagada principalmente por Igrejas ligadas ao G-12 e a Confissão Positiva.Veremos mais argumentos sólidos,livres de emocionalismos baratos,mas que à luz da Palavra de Deus mostra que o perigo dessas práticas é muito grande.

No dia 08/06/2007 a Agência Estado noticiou que os adeptos da Igreja Renascer (uma Igreja de Confissão Positiva) fizeram tatuagens com a frase "RENASCER ATÉ MORRER".Outros preferiram desenhar a foto da bispa Sônia e do pseudo Apóstolo com uma espada no meio contendo a inscrição citada inicialmente.O fato em questão nos mostra o tipo de situação bizarra que chegaram os evangélicos com a tatoo da idolatria humana.

É importante ressaltar o que diz a Dra. Rebecca Brown,que além de médica,é missionária: "Inserções são tudo que seja inserido sob a pele ou dentro do corpo,que tenha um demônio,e,algumas vezes contendo uma carga de venenos físicos (os mais comuns são cianureto e mercúrio)".(Vasos para Honra,Dra. Rebecca Brown,pg 101).

Anton Lavey,fundador da Igreja de Satanás,reconhece que a Bíblia proíbe fazer tatuagem no livro de Levítico.A passagem ao qual ele se refere está em Lev 19.28 e 21.5.Essas duas passagens proíbem a "marcação do corpo ou golpear".A palavra "golpear" de Lev 19.28 significa qualquer incisão.O comentarista da Bíblia Anotada deixa claro que "tanto a mutilação quanto a tatuagem eram práticas comuns entre as nações pagãs".Observamos que muitos princípios do cap 19 de Levítico continua até hoje e não foi invalidado por Deus como muitos podem pensar.

A sociedade ainda hoje (apesar da multiplicação de adeptos) discrimina fortemente quem usa tatuagem.É comum,por exemplo,vermos tatuagens nos presidiários para definir o tipo de crime que ele cometeu,sua sexualidade,se é digno de confiança,se é perigoso,etc.

Na revista Bella Tattoo n 14 há uma reportagem com a tatuadora Mariana Hoffman em que ela afirma quando perguntada quais os tipos de desenhos mais procurados? -"O púiblico feminino em sua maioria quer algo meigo,que tenha um significado mágico.O que elas mais procuram em minha loja são as fadinhas,borboletas e anjos.Acho que por significar liberdade e encanto.Lua e estrelas,flores e até mesmo as boas e velhas estrelinhas são muito procuradas também".Precisa falar mais?Já deu pra perceber que tudo o que é místico é a preferência da mulherada.Segundo M. Lurker ( Dicionário da Simbologia) "quem marca a si mesmo deseja estampar sua dependência diante daquilo a que refere-se o signo".Como bem afirmou Jack Tresidder;O Grande Livro dos Síbolos.Se alguém falar de sua tatuagem carregada de significados,então está provado que a pessoa tem a figura como imagem carregada de afetividade,crença,dependência,etc.

Veremos agora os argumentos Bíblicos porque não devemos nos misturar com tais práticas.


1-Deus proibiu-Lev.19.28

2-Tudo é lícito,mas nem tudo convém-I Cor 6.19

3-Devemos glorificar a Deus no nosso corpo-I Cor 6.20

4-Devemos ser santos nas atitudes-I Pe 1.15

5-Deus se importa sim com o que nós fazemos com o corpo-I Cor 3.17;II Cor

6.16

6-Somos propriedades de Deus-Ef 1.13,14

7-Devemos fazer tudo que seja de boa fama-Filip 4.8

8-Pode fazer mal à saúde.É uma questão de consciência e cuidado com o corpo que Deus lhe deu.


Muitos talvez não concordem com essa matéria.Mas,me respondam sinceramente.Voçê acha que Deus aprova uma coisa que Ele mesmo condenou? Algo que nasceu na maldição do paganismo e ocultismo e que ainda continua sendo a arma do diabo? Será que o Espírito Santo sente-se feliz em habitar numa casa marcada pelas maldições seculares?Existe um pensamento que tudo o que tem influência demoniaca pode ser transformado em bençãos para Deus.Isso é um erro de grau maior.O que pode ser benção é o ser humano transformado pelo Espírito Santo.Sem as práticas mundanas e diabólicas.No reino de Cristo é nova criatura.Mudança total e não parcelada.Rom 7.4,5;II Cor 5.16,17 e 18.Leia meditando.

Como filhos de Deus,somos selados com o Espírito Santo da promessa,não para andar como nos convém.Mas sim sob a orientação D'Ele.Já não mais pertencemos a nós mesmos.Não podemos ser cidadãos de Canaã e comendo as ofertas do Egito.É preciso ter cuidado! Tiago4.4 - Adúltero nesse versículo não se refere apenas a pecado de ordem sexual. Leia:I Jo 2.15-17.

Que Deus ilumine os corações para que assim compreendam que em Cristo somos livres,mas não devemos com isso dar ocasião à carne e sermos libertinos nos contaminando com os manjares do mundo.E não deve-se usar a expressão "julgar" na Bíblia como forma de inibir o assunto em foco.Até porque "julgar" na Bíblia é no sentido "caluniar".Bom mesmo é meditar na Bíblia e dizer como Thomas Watson: " A Bíblia é uma mina de diamantes,um colar de pérolas,a espada do Espírito;um mapapelo qual o cristão navega para a eternidade;o roteiro pelo qual anda-se todos os dias;o relógio pelo qual acerta sua vida,a balança com a qual pesa suas decisões".

Que Deus abençoe e tenha esclarecido voçê amado irmão.

No amor de Cristo

Sandro Oliveira

terça-feira, 18 de março de 2008

Tatuagens & Piercing:Benção ou Maldição? Parte 1



Estive dando um estudo na pibaja sobre tatuagem e piercing nesta segunda 17.Na verdade foi muito polêmico.Há até quem concordasse com a prática da Tatoo.Outros descordaram.Porém é necessário entender os perigos existentes no reino espiritual em relação a essa prática que contém maldição.O estudo é resumido em duas partes para melhor compreensão.Boa leitura!

Apesar de ser incerta a origem da tatuagem.É certa que desde tempos remotos a tatuagem nunca teve nada a ver com Deus e Seus servos.Na realidade a tatuagem foi encontrada no Egito,China,Oriente Antigo em rituais ocultos e pagãos.

No Egito,a sacerdotiza de Hathor mostrava três riscas no baixo-ventre,relacionando-a,portantoao ocultismo e as religiões de mistérios.Na China antiga o símbolo é indicado pelo sentido original do caráter wen (linhas que se cruzam,veias,rugas,desenhos).É importante para eles pois é uma identificação com as forças cósmicas e um modo de comunicar-se com elas.No Oriente Antigo era usado como rito de adoração à uma divindade por eles adorada (Como a deusa Egípcia Neit).Se marcavam com fogo (quem cultuava a Dionísio) ou colocava uma marca no punho ou na nuca (os adoradores de Artagates).Já os povos primitivos acreditavam na tatuagem como magia imitativa.Quem tatuasse,por exemplo,um escorpião não seria atacado por ele.

A Nova Era tem o máximo interesse em divulgar seus símbolos como tatuagem,afim de aprisionar as pessoas no ocultismo.Para isso existem símbolos diabólicos já propagados na própria tatuagem com uma aparência interessante aos olhos e até mesmo bonitos.E que escondem toda a influência do mal.

A tatuagem era usada com finalidades mágicas para afastar o mal,suplicar os deuses ou aplacar a sua ira e também controlar sociedades,mantê-las ligadas,inspirar lealdade,obediência,amor ou medo.

Anton Lavey,fundador da "Igreja de Satanás" dos Estados Unidos reconhece que a Bíblia proíbe fazer tatuagens e o uso de piercing no Livro de Levítico.E que mesmo que uma grande parte do mundo seja regido pela Bíblia,pretende fazer uma rebelião contra o cristianismo.

É interessante que até a revista Tatoo Gallery em Agosto de 1994,na seção Sagrado e Profano tem escrito que em quase todos os povos primitivos,a tatuagem estava associada ao culto dos deuses-demônios e era praticada durante os ritos que dedicavam os feiticeiros e magos.Na Polinésia as mulheres tatuam ao redor dos lábios para lidar com os demônios que poderiam entrar nos seus corpos pela abertura da boca.

O Piercing foi propagado pelos punks e skinheads,dentre outros grupos rebeldes.O Piercing nasceu como rebelião a contracultura dos anos 60.E,também,está ligado ao ocultismo.Juan-Eduardo Cirlot afirma que tanto a tatuagem quanto o piercing expressam atividades cósmica e tem sentido:sacrificial,místico e mágico.O motivo místicos encontra-se no próprio fundamento da idéia de marca,como definição de propriedade.Riqueza e luxúria eram associadas ao piercing.

Para os hippies teve forte conteúdo esotérico,sendo logo adotado pelos punks.A origem do piercing está ligada à India.Piercing no umbigo vem do Antigo Egito,onde apenas os Faraós utilizavam durante uma cerimônia associada ao ocultismo.Era uma espécie de consagração à deusa Bastet representada por um gato.Fazer e colocar piercing na língua era o que os Astecas e Maias faziam como parte do ritual de comunicação com os deuses.

São provas de que tanto a tatuagem quanto o piercing não são bençãos para a vida do cristão.Na segunda postagem estarei falando sobre as bases bíblicas que são irrefutáveis quanto ao uso dessas maldições e decisões que tomamos por conta própria.É preciso ter cuidado para não cair na cilada do inimigo.

Que Deus ilumine e esclareça as mentes seculares.

No amor de Cristo:

Sandro Oliveira