domingo, 29 de janeiro de 2012

Como Cheguei ao Arminianismo (Parte I)

Freqüentei a Assembléia de Deus desde a minha infância, acostumado com aqueles cultos pentecostais aprendi os primeiros passos da fé cristã, participei da escola dominical em todas as suas faixas etárias, cantei no grupo de crianças, li textos bíblicos no culto de talentos em fim, tudo o que se aprender em uma igreja da AD com seu culto participativo.
Lembro também de gostar muito das pregações, os temas sempre atrelados a pneumatologia (doutrina do Espírito Santo) e como Ele capacitava o cristão a ser usado por Deus. O resultado de tal ambiente era óbvio, muitos meninos assim como eu aguardavam o “Dia” em que seriam ungidos pelo Senhor para uma Grande Obra.
Como todo filho de assembleiano (ou quase sempre) saí da igreja na fase adolescência para conhecer o “mundo”, minha passagem foi rápida talvez uns 5 anos fora.
Com uns 16 anos tive uma experiência de crise (conversão) e desde então me dedicava muito a vida devocional e aos estudos da revista dominical da CPAD, que era o máximo para mim em tal tempo.
No meu tempo de escola meus professores sempre procuraram desenvolver meu senso crítico e com isso após a conversão uma vontade de aprender se instalou em mim de forma inexplicável, tudo porém de forma muito intuitiva.
Certo dia procurava na radio por uma emissora evangélica, algo que até em tão era desconhecido para mim, encontrei alguém com uma oratória incrível e falando da Bíblia, então ajustei a sintonia e escutei o Pr. Que pregava de forma como eu nunca tinha ouvido antes, não sabia o nome dele, mas queria saber quem era e de que igreja.
O rádio ainda era aquele de sintonia analógica, então se eu mudasse os “palitinhos” (não sei o nome técnico para isso) perderia a freqüência, pois não sabia o nome da rádio nem o do Pastor, então guardei o rádio para que no outro dia pudesse tentar descobrir as informações que eu desejava.
No outro dia liguei o rádio e deixei tocando o dia todo (tempo bom, na época ainda não sabia o que era trabalho) lá pelas 16:00 horas o programa do tal pastor começa, seu nome: Ricardo Gondim, reflexões com Ricardo Gondim.
Passei um ano o ouvindo diariamente, e com isso a certeza que eu deveria me aprofundar mais na Palavra cresceu. Em conseqüência disso fui estudar teologia em um seminário Evangélico de linha reformada (só depois, claro aprendi a fazer tais distinções) e foi a partir desse momento que conheci o bicho chamado calvinismo.
Boa parte dos professores eram presbiterianos calvinistas e de repente me vi envolvido em um tema que em meus tempo de igreja jamais foi ensinado. Tais professores ocupavam disciplinas (na minha perspectiva é claro) centrais para incutir o calvinismo nos jovens calouros, teologia sistemática, exegese do novo testamento e exegese de romanos só para citar algumas.
Eram argumentos que eu desconhecia tanto no sentido histórico como em stricto senso, isso me levou a uma obrigação de conhecer do que se tratava e se era bíblico e coerente. Li todas as teologias sistemáticas disponíveis na biblioteca do seminário, Hodge, A.A Hodge, Strong, Chafer, Bancroft, Berkhof, Grudem, J.I Packer, Aliser McGrath, Franklin e Allan Myatt, Herber Campos [são os que tenho como memória recente] verifiquei uma escrita acadêmica, elegante e um conjunto de argumentos [que se não era coerente com a bíblia] coerentes com o sistema que pretendia defender.
Confesso que fiquei intrigado, inquieto, apesar de não fazer nenhum sentido com uma leitura natural das Escrituras, havia uma boa concatenação dos argumentos.  Por meio da leitura dessas Obras conheci um tal de Jacob Armínio.  (continua....)

7 comentários:

  1. Legal. Agora é só esperar a segunda parte.

    ResponderExcluir
  2. Estou com o P.C. Estou aguardando o desenrolar de sua saga teológica.

    Por hora, deixo minhas considerações pela iniciativa. Sítio teológico com qualidade é sempre bem vindo, pois faz com que em nós, leitores internautas, algo acrescente.

    ResponderExcluir
  3. Espero em breve postar a II parte da minha "saga"
    Solus Christus

    ResponderExcluir
  4. jonathan simonin5 de julho de 2012 15:42

    Hodge, A.A Hodge, Strong, Chafer, Bancroft, Berkhof, Grudem, J.I Packer, Aliser McGrath, Franklin e Allan Myatt, Herber Campos [são os que tenho como memória recente] verifiquei uma escrita acadêmica, elegante e um conjunto de argumentos [que se não era coerente com a bíblia] coerentes com o sistema que pretendia defender.todos estes eram monergistas?
    Qual é a teologia sistemática utilizada em seminários metodistas ? alguém sabe?

    ResponderExcluir
  5. Jonathan, eu não sou metodista, então vou ficar devendo um resposta concreta, o que eu sei é que existe em português 2 ótimas teologias sistemáticas Wesleyanas:
    Walter Klaiber e Manfred Marquardt – Viver a Graça de Deus: Um compêndio de Teologia Wesleyana
    H. Orton Wiley - Introdução à Teologia Cristã, Casa Nazarena de Publicações.
    Espero que estas indicações possam ajudar.

    ResponderExcluir
  6. PS: Todos os que você perguntou são monergistas.

    ResponderExcluir
  7. irmão Douglas aguardamos a segunda parte - Deus abençoe

    ResponderExcluir